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Sexta, 18 Mai 2012

Motivação do trabalhador

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As empresas, sejam do porte que forem, desejam que seus trabalhadores estejam comprometidos e motivados com os objetivos traçados pela direção.

Compromisso e motivação. Com o que se comprometer? Como estar motivado? Aliás, o termo motivação vem carregado de leituras subliminares: ele (o trabalhador) não gosta do que faz, ele já não se esforça mais, ele está acomodado, ele acha que não corre o risco da demissão e por aí vai.

É inevitável que a direção das empresas julgue que a responsabilidade da desmotivação seja do próprio trabalhador. Algumas vezes é, seja por não gostar do que faz, seja pelo descontentamento com o progresso (ou falta dele) da carreira, ou ainda porque o trabalho é única e exclusivamente fonte de renda.

Seja como for, as empresas precisam identificar esses trabalhadores e avaliar o que pode ser feito com eles. E quando o chamado “clima organizacional” está ruim, serem capazes de olhar para o todo na busca de ações que possam, ao menos, minimizar o problema.

 

Atualmente, muitas organizações estão chamando para si a responsabilidade de resolver o problema, para o bem de seus negócios, e buscam “receitas” e “dinâmicas” para motivar seus empregados. Há muita bibliografia atual sobre o tema e várias sugestões de como combater esse ”vírus” que invade as corporações.

A maioria das “técnicas” recomendadas baseia-se nas ideias pavlovianas – reforço positivo para as respostas esperadas. É claro que nenhum trabalhador dispensa um reforço positivo na forma de elogio, compensação financeira, participação em cursos, dias livres, entre outros. A questão é que o método da recompensa tem efeito temporário e limitado. Aqueles que não conseguem dar as respostas certas continuarão desmotivados, aliás, além de desmotivados, sentir-se-ão incompetentes.

Será que não é mais eficaz percorrer o fio até suas origens?

O que torna as pessoas motivadas, para outras coisas da vida, além do trabalho? Paixão, alegria, realização. Muito emocional? Talvez, mas a realização não é! Como uma pessoa pode se sentir realizada no trabalho? Não é uma questão romântica, de “gostar do que faz”, mas sim de dar sentido ao trabalho que se realiza. O sentido do trabalho só pode ser percebido dentro de um contexto, valorizando toda e qualquer tarefa executada para a realização do objetivo final da empresa.

As empresas precisam confiar nos seus trabalhadores e dar a eles o devido valor no motivo de ser da organização. Não se trata de um discurso! De nada adianta chamar o trabalhador de "parceiro", "colaborador”, “parte da família”, e, na prática, excluí-lo profissional e socialmente, sem hesitação, ao primeiro sinal de queda dos lucros.

Aí cabe a questão do distanciamento! O mando separado da execução, o trabalhador só realiza o que é demandado, não participa da discussão, não é ouvido. A maioria das empresas determina suas ações apenas baseadas em seus resultados e não no processo. Se o trabalhador é considerado um recurso tão importante, porque não envolvê-los no processo de diagnóstico e análise? Com certeza, além de valorizado, ele contribuiria muito com sua percepção da realidade e na busca de soluções.

Por: Magda Chiossi (2011)

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